Diálogos [2010-2025]
APRESENTAÇÃO
A habitação no Brasil tem sido campo de inúmeras pesquisas cujos objetivos, em geral, visam contribuir para a maior eficiência e coerência dos processos de projeto, execução e uso da moradia. Entretanto, as contribuições do campo da arquitetura no que se refere ao diálogo entre os agentes envolvidos nesses processos podem e devem ser ampliadas, essencialmente em referência ao compartilhamento das tomadas de decisões. Propõe-se construir outra lógica da prática, isto é, práticas compartilhadas com os moradores considerando-os participantes ativos dos processos de tomada de decisões referentes ao projeto e à produção de suas moradias.
COORDENAÇÃO: Profa. Denise Morado
Sistema de Informação da Extensão, SIEX/UFMG – clique aqui
MEDIAÇÃO COMO PRÁTICA SOCIAL
Usualmente, o termo mediação é vinculado à ideia de intermediação, interseção, negociação ou interpretação entre pessoas, geralmente oponentes ou estranhos. Aqui, esse conceito de mediação é rejeitado já que levanta a possibilidade de controle e filtro. Somos a favor da mediação como lugar onde a prática social acontece, como espaço de possibilidades de interseção dos ambientes da informação, da comunicação e da educação. Pesquisadores e arquitetos interagem com moradores para a troca de ideias e o acesso à informação técnica em prol de uma melhor tomada de decisão por parte do morador, sempre de modo a preservar o julgamento, opinião e experiência dos moradores.
PÚBLICO
Moradores de territórios populares são protagonistas no processo da mediação como lugar da prática social, permitindo-se melhores possibilidades de acesso à justiça e de construção de políticas públicas igualitárias. Territórios populares são lugares construídos por seus moradores, identificados por características contrastantes e rupturas significativas em comparação à mancha urbana institucional.
TRANSDISCIPLINARIDADE
Há uma transformação de caminho teórico-metodológico à medida em que nos abrimos para aquilo que não é previsível. A transdisciplinaridade é reflexão e comunicação profícua e, ao mesmo tempo, produção aberta de conhecimento e transformação de resultados. É outro caminho metodológico que inclui problematizar, analisar, se transformar para avançar e, inevitavelmente, alterar práticas.
INTEGRAÇÃO COM ENSINO DA GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
Disciplinas, como optativas e formação transversal, que promovem integração entre estudantes de graduação de diversos períodos e distintos cursos da UFMG, moradores, centros culturais, pesquisadores e pós-graduandos.
JUSTIFICATIVAS
A Lei de Assistência Técnica assegura, às famílias de renda até 3 SM, assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção da moradia. Fundamental problematizar o seu caráter assistencialista, suas regras e diretrizes do mercado formal que incorpora abordagens projetais tradicionais, que muitas vezes, estão bem distantes das práticas. Estudos estimam que 80% do total das moradias produzidas, ampliadas ou reformadas no Brasil, sejam formais ou informais, incorporam processos sem a participação de profissionais da área.
SUBPROJETOS
– Processos de decisão na produção da moradia
– Processos sociais, tecnológicos e ambientais da autoconstrução como subsídios para a produção da habitação de interesse social contemporânea
– A autoconstrução na RMBH: diálogos entre moradores e universidade
– A autoconstrução da moradia em loteamentos periféricos da RMBH: processos sociais, tecnológicos e ambientais
– Diálogos: A mediação da informação na produção e no uso da moradia
– Mídias comunitárias na produção política do espaço
– Janelas afora, portas adentro















