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	<title type="text">Diálogos</title>
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		<title type="html"><![CDATA[Visita a autoconstrutores residentes no bairro Jardim Teresópolis (Betim) – D. Luzia e Sr. Raimundo]]></title>
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		<published>2012-05-17T19:40:03Z</published>
		<category scheme="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh" term="Jardim Teresópolis - Betim" /><category scheme="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh" term="Visita" />		<summary type="html"><![CDATA[Presentes: Denise, Camila Alberoni, Luíza Bastos e Paulinísia No dia 17 de maio integrantes do Grupo Praxis &#8211; UFMG foram à casa de D. Luzia, irmã de D. Luiza (já visitada anteriormente &#8211; para ver o relato desta visita, clique aqui). D. Luzia mora com o marido, Sr. Raimundo (conhecido como Sr. Didi) e o casal tem [...]]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/?p=36"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Presentes: Denise, Camila Alberoni, Luíza Bastos e Paulinísia</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 17 de maio integrantes do <a href="../../index.html">Grupo Praxis &#8211; UFMG</a> foram à casa de D. Luzia, irmã de D. Luiza (já visitada anteriormente &#8211; para ver o relato desta visita, clique <a href="%3Fp=12.html">aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">D. Luzia mora com o marido, Sr. Raimundo (conhecido como Sr. Didi) e o casal tem dois filhos já casados, sendo que um deles mora com a família no pavimento térreo de sua casa. D. Luzia e o Sr. Didi moram no bairro a 21 anos e a 12 anos na casa que estão atualmente. Quando se mudaram para essa casa, haviam dois cômodos no terreno, um quarto e um banheiro. O quarto tinha dimensões aproximadas de 2,0 X 2,5 m e o banheiro de 1,5 X 3,0. Os cômodos eram espacialmente determinados somente pelas paredes, não existia piso e apenas um deles tinha laje. Portanto, assim que se mudaram, tiveram que colocar algumas telhas na tentativa de improvisar uma cobertura e também madeira para forrar o chão.  Algum tempo depois se organizaram para bater a laje de cobertura e, para isso, foi feito um multirão com amigos, vizinhos e familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">A família morou nesses dois cômodos por dez anos.  Na rua onde atualmente está a entrada da casa, havia um córrego que recebia esgoto e havia se tornado mais um esgoto a céu aberto. A prefeitura iniciou obras para a canalização do córrego e, com a passagem de equipamentos pesados, ocorreram muitas trincas na casa onde moravam e pedaços da laje começaram a cair dentro de casa, conta D. Luzia.</p>
<div id="attachment_45" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="wp-content/uploads/2012/05/DSCN1557-11.jpg"><img class=" wp-image-45 " title="DSCN1557-1" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/05/DSCN1557-11.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Fachada frontal da casa de D. Luzia e Sr. Didi - Foto: Luíza Bastos</p></div>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, precisaram construir uma nova casa para poderem morar com a família. Os filhos que já haviam crescido estavam trabalhando, o mais novo inclusive na construção civil. Então, com o conhecimento do filho, começaram a fazer os tubulões para subir os pilares e bater a laje de piso da atual casa da D. Luzia e Sr. Didi, construída no pavimento superior. Durante o processo de construção da estrutura faltaram recursos para a compra de material de construção. A patroa de D. Luzia ajudou financeiramente e a laje foi construída. O dinheiro que sobrou dessa ajuda foi utilizado na compra de tijolos e assim começou a construção das paredes. No entanto, também durante o processo de construção das paredes, a família de D. Luzia já não tinha mais dinheiro para comprar o material que faltava. D. Luzia foi com seus filhos ao Depósito Acre (localizado no próprio bairro Jardim Teresópolis) e ficou sabendo de um financiamento da Caixa Econômica Federal que possibilita o pagamento em 96 meses (programa Poupança Habitacional). A família se interessou pelo financiamento e organizou todos documentos necessários para conseguir o recurso. Durante esse período, a família de D. Luzia estava morando de favor.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprovado o financiamento, começaram a pensar na construção da casa. A própria família definiu a espacialidade da casa, como seriam os cômodos e suas dimensões. A única vontade de D. Luzia era que tivesse uma  sala integrada à cozinha para que ela pudesse conversar com suas amigas enquanto cozinhava ou arrumava a cozinha. Para ter a aprovação da Prefeitura de Betim, a família recebeu a visita de um engenheiro da prefeitura que fez medições da estrutura e deu orientações sobre os afastamentos que deveriam respeitar (1,5 m em relação à divisa com os vizinhos e frente do lote).  A família fez o cálculo do material necessário para a obra e foi ao depósito escolher e comprar tudo o que precisava. O financiamento do material foi feito em prestações fixas e foi quitado sem problemas.</p>
<div id="attachment_38" class="wp-caption aligncenter" style="width: 367px"><a href="wp-content/uploads/2012/05/DSCN1507-1.jpg"><img class=" wp-image-38 " title="DSCN1507-1" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/05/DSCN1507-1.jpg" alt="" width="357" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Sala conjugada com a cozinha na casa de D. Luzia - Foto: Luíza Bastos</p></div>
<p style="text-align: justify;">A família construiu a casa no segundo pavimento por dois motivos: restava ainda entulho dos dois cômodos anteriormente existentes e a água das chuvas que corria na rua entrava para a casa no nível térreo. O entulho restante, juntamente com terra, foram então usados para elevação do nível térreo, para evitar que a água das chuvas continuasse a inundar o terreno.</p>
<p style="text-align: justify;">A casa é bem iluminada e ventilada, e tem seus cômodos bem espacializados. No entanto, alguns problemas foram identificados pelos moradores, como a infiltração na laje e a estrutura frágil da cobertura.  A infiltração foi parcialmente resolvida com a colocação do telhado. No entanto, este ainda precisa de reforços pois algumas telhas ainda estão soltas e podem acabar deslocando-se em dias de vento ou chuva forte. Esta área é utilizada como área de serviço e a intenção dos moradores é fazer um terraço destinado a reuniões entre familiares e amigos.</p>
<div id="attachment_40" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="wp-content/uploads/2012/05/DSCN1528-1.jpg"><img class=" wp-image-40 " title="DSCN1528-1" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/05/DSCN1528-1.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da infiltração da laje do terraço - Foto: Luíza Bastos</p></div>
<div id="attachment_39" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="wp-content/uploads/2012/05/DSCN1530-1.jpg"><img class=" wp-image-39 " title="DSCN1530-1" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/05/DSCN1530-1.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da estrutura do telhado - Foto: Luíza Bastos</p></div>
<p style="text-align: justify;">O terreno foi comprado quando D. Luzia recebeu um dinheiro de indenização da empresa que trabalhava antigamente. A moradora possui um recibo da compra, o qual foi utilizado na documentação enviada à Caixa Econômica Federal para concessão do financiamento e também para regularização na Secretaria de Habitação. Segundo ela, a parte mais difícil de todo o processo de construção de uma casa é a compra do material, já que isso demanda recursos imediatos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há seis anos, o filho mais novo casou e construiu uma casa para sua nova família no nível térreo. O patrão do filho também o ajudou na compra do material com um financiamento particular. Todas as construções foram feitas com mão de obra familiar ou de amigos. Atualmente, os dois filhos estão casados e só moram D. Luzia e Sr. Didi na casa de cima. A família paga por serviços como rede de esgoto e energia mas tem isenção de IPTU pela Prefeitura de Betim.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim da conversa, ficou combinado que assim que D. Luzia e Sr. Didi forem fazer qualquer intervenção construtiva na casa (construir o terraço ou trabalhar na cobertura), irão entrar em contato com o Grupo Praxis para trocar idéias e pensar soluções mais adequadas.</p>
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		<title type="html"><![CDATA[Visita e entrevista a autoconstrutores residentes no Barreiro (Vila Pinho) – D. Luiza]]></title>
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		<updated>2012-05-03T18:43:24Z</updated>
		<published>2012-04-04T17:44:41Z</published>
		<category scheme="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh" term="Visita" /><category scheme="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh" term="Aproximação" /><category scheme="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh" term="Autoconstrução" /><category scheme="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh" term="Barreiro" />		<summary type="html"><![CDATA[Presentes: Camila Bastos, Paulinisia e Denise (UFMG), D. Luiza e sua filha Maria Aparecida O processo de construção da casa deu-se em etapas, conforme croqui abaixo, em razão das mudanças ocorridas ao longo do tempo, entre elas o nascimento de sua filha. O fato dos cômodos terem sido construídos em épocas diferentes e por pedreiros [...]]]></summary>
		<content type="html" xml:base="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/?p=12"><![CDATA[<p style="text-align: left;">Presentes: Camila Bastos, Paulinisia e Denise (UFMG), D. Luiza e sua filha Maria Aparecida</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de construção da casa deu-se em etapas, conforme croqui abaixo, em razão das mudanças ocorridas ao longo do tempo, entre elas o nascimento de sua filha. O fato dos cômodos terem sido construídos em épocas diferentes e por pedreiros diferentes, ainda que escolhidos por referência mas que não seguiram as solicitações e orientações de Luiza, diversos problemas na estrutura, dimensionamento e articulação da casa ocorreram. Talvez o mais importante seja a própria insatisfação da proprietária.</p>
<div id="attachment_15" class="wp-caption aligncenter" style="width: 220px"><a href="wp-content/uploads/2012/04/a5.jpg"><img class=" wp-image-15" title="Conformação cômodos da casa e fases de construção" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/04/a5.jpg" alt="" width="210" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Conformação cômodos da casa e fases de construção</p></div>
<p style="text-align: justify;">Visando a minoração desses problemas mas também complementação de renda através do aluguel de uma área a ser reformada no pavimento inferior (acesso pela rampa/corredor lateral), D. Luiza quer participar do projeto Diálogos. Sua ideia é demolir o núcleo inicial de sua casa (fases 1 e 2), aterrando-as para minimizar a diferença de nível entre a copa, cozinha e os quartos, por meio de uma rampa de acesso entre a rua e o novo pavimento. Discutimos então a possibilidade de uma inclinação menor da rampa e como reaproveitar os resíduos gerados pelas demolições que acompanharão o processo.</p>
<div id="attachment_22" class="wp-caption aligncenter" style="width: 308px"><a href="wp-content/uploads/2012/04/1.jpg"><img class="wp-image-22 " title="Vista da Copa onde observa-se uma escada que não leva a outro pavimento." src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/04/1.jpg" alt="" width="298" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Vista da Copa onde observa-se uma escada que não leva a outro pavimento.</p></div>
<div id="attachment_27" class="wp-caption aligncenter" style="width: 308px"><a href="wp-content/uploads/2012/04/22.jpg"><img class=" wp-image-27" title="Vista da Copa onde uma viga foi cortada para abertura da porta de acesso ao nível 3" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/04/22.jpg" alt="" width="298" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Vista da Copa onde uma viga foi cortada para abertura da porta de acesso ao nível 3</p></div>
<p style="text-align: justify;">Os materiais de construção tradicionais foram pagos sempre com a renda provinda do INSS e adquiridos em depósito de material próximo. D. Luiza relatou que acha o “projeto importantíssimo, mas para quem entende ele” e, por isso, mostrou interesse no compartilhamento de informações proposto pelo grupo. Novos contatos serão estabelecidos para a continuação do trabalho.</p>
<div id="attachment_24" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="wp-content/uploads/2012/04/localiza%E7%E3oa5.jpg.html"><img class=" wp-image-24" title="Localização do Depósito Anacleto Portelote e Casa D.Luiza" src="http://www.arq.ufmg.br/praxis/blog/dialogos_rmbh/wp-content/uploads/2012/04/localizaçãoa5.jpg" alt="" width="350" height="496" /></a><p class="wp-caption-text">Localização do Depósito Anacleto Portelote e Casa D.Luiza</p></div>
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